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História

O Conhecimento da Região Oeste do Paraná na qual estamos inseridos geograficamente, já datam de tempos remotos. Sabemos que por volta de 1541, expedições do espanhol D. Álvaro Cabeça de Vaca, partiu do litoral catarinense chegando em Assunção, no atual Paraguai, com sua comitiva formada por 250 homens e 26 cavalos, passou pela região de Curitiba e pelo caminho de Peabiru, chegou a Foz do Iguaçu. Dom Álvaro Cabeça de Vaca é considerado o descobridor das Cataratas.

No decorrer de nossa história outro fato importante vem marcar a nossa região, a Guerra do Paraguai, acontecida em 1865 e com a vitória Brasileira os limites de Foz do Iguaçu passaram a ser Colônia Militar do Iguaçu.

A diretoria da Colônia Militar do Iguaçu expedia títulos preventivos e de posses definitivas. Em nossa região as concessões de terras tiveram inicio em 1901, feitas em favor do Argentino Domingos Barthe.

Foi ele um dos maiores concessionários de terra em nossa região. Com suas obras e companhias colonizadoras desenvolveram extensa exploração da erva mate e madeira, empreendendo uma efetiva colonização nas regiões dos terrenos de Paz, São Domingos, Pequery, Santa Helena, Barro Preto, São Francisco e Diamante.

Portanto a história de Diamante D´Oeste, está diretamente relacionada com a história da ocupação social e econômica da região oeste do Paraná, onde migrantes oriundos das regiões Norte e Sul, se arraigaram à nossa região e se adaptaram as novas condições de clima e solo, num período que também coincidiu com o desenvolvimento do Paraná como um todo.

Diamante D´Oeste começou a desenvolver-se com a chegada de vários grupos de imigrantes dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que aqui chegaram com ideias de explorar as riquezas naturais e cultivar o solo.

O primeiro nome que Diamante recebeu, foi Pouso Diamante, devido ao fato dos tropeiros e viajantes passarem suas noites. Quanto ao nome Diamante, os pioneiros do lugar dizem que devido ao fato de um grupo de tropeiros ao passarem por aqui, avistaram um riacho para saciar sua sede, e ao depararem com a limpidez da água exclamaram: – “que água mais límpida! Mais parece um Diamante!”

Mais tarde recebeu o nome oficial de Diamante D´Oeste por encontrar-se localizada no Oeste do estado do Paraná.

Desde o inicio de sua colonização a partir de 1962, passou por um acelerado processo de crescimento, notadamente na Zona Rural. As primeiras culturas a serem cultivadas foi o Rami, Café e hortelã. Com a erradicação da cultura do café e hortelã houve a evasão de enumeras famílias a procura de outros centros produtivos.

Conseguimos nosso reconhecimento como Distrito Administrativo em 16 de Julho de 1979, onde já possuímos uma comunidade coesa, que já dava os primeiros passos para uma melhor organização política.

 

  • Em 1970 foi construída a primeira igreja “Nossa Senhora Aparecida”
  • Em 1972, foi eleito o primeiro Vereador o Sr. Zeno José de Andrade
  • Também em 1972 foi criada a primeira Escola de 1º grau
  • Ainda na década de 1970, foi instalada a Luz elétrica,
  • Em 1980, foi instalado o Banco do Estado do Paraná – Banestado
  • Também foi inaugurado o Asfalto PR 488, que corta o Município de leste a Oeste, ligando os Municípios de Vera Cruz do Oeste e Santa Helena.
  • Em 1982, foi inaugurada a Linha Telefônica
  • Em 1983, foi implantado o Sistema de Água – SANEPAR
  • Em 1988, foi criado o Colégio de 2º grau
  • Em 29 de novembro de 1987, foi realizado o plebiscito para emancipação política, com resultado positivo.
  • Em 21 de dezembro de 1987, o então Governador Álvaro Fernandes Dias, assinou a Lei de Criação do Município de Diamante D´Oeste_ Lei Estadual n٥ 8.674, desmembrando-o do município de Matelândia.
  • Em 15 de novembro de 1988, realizou-se a primeira eleição para Prefeito, Vice e Vereadores.

Fonte de Pesquisa:Jornal O Diamante de 28 de janeiro de 1994 – ano I e nº 001 – Prefeitura Municipal de Diamante D´Oeste – (Secretaria Municipal de Educação Cultura e Esporte)


  Na segunda Legislatura, mais precisamente no ano de 1994, com aprovação da Câmara Municipal, houve a mudança da data de Emancipação Política. Transferindo de 21 de Dezembro para 01 de Dezembro. O autor do projeto de Lei, o vereador Edson Luiz de Almeida, justifica que tal transferência se dá em virtude das dificuldades encontradas nas programações da antiga data, quando dificilmente podia se trazer autoridades de fora do município, sem contar que nessa data, principalmente alunos e professores já estão em período de férias, o que dificulta a participação de boa parte deles nos eventos comemorativos. Vejamos algumas opiniões a respeito da mudança:

(Irene Macali – Professora: “é bem pensada pois se formos envolver alunos em qualquer atividade, eles já estão no período de férias onde dificulta qualquer participação”).

(Sonia Dal Moro – Secretaria: “a mudança é realmente algo mais compatível a vida comercial e também a vida de todos os municípios”).:

(Antônio Benedito Prodozzimo – Professor: “analisando com o pensamento voltado para os registros históricos do município, não gostaria que fosse mudado. A história do povo não muda. O que torna mais sensível, satisfatório, é a originalidade dos acontecimentos, embora que entendo que as necessidades obrigam e exigem as alterações.

  Pensando nas realizações da comemoração do aniversario do município, a data de 21 de dezembro, em que todas as pessoas estão voltadas para as festas de final de ano, e isto faz com que a concentração da população esteja mais particular do que no coletivo do Município. Essa circunstância pode gerar uma desatenção por parte dos moradores e criar dificuldades na busca de uma identidade com um bom desenvolvimento para o município.

Permanecendo esta data, as comemorações exigirão maio esforço por parte das autoridades e até dos moradores, mas isto pode ser conciliado com as demais festas

Fonte de Pesquisa: Jornal O Diamante de 28 de outubro de 1994 – ano I e nº 10 – Responsável: Amarildo Ap. Silva

Última modificação em 01/12/2020 às 8:47